Lição 2

JESUS, O FILHO ETERNO DE DEUS

Texto Áureo

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus."

João 1.1

Verdade Prática

A sustentação da fé cristã consiste não só no fato de que CRISTO vive, mas de que Ele é eterno.

 

RESUMO

 

INTRODUÇÃO

 

I- O PROPÓSITO DO AUTOR DA EPÍSTOLA

II- A VIDA ETERNA MANIFESTA EM CRISTO

III- CRISTO, A VIDA SE MANIFESTOU

IV- JESUS ETERNO E ATUANTE DESDE O PRINCÍPIO

 

CONCLUSÃO

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 João. 1.1-4; João. 1.1-4; Colossenses. 1.16,17

1 O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida

2 (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada);

 

 

3 O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.

4 Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra.

.........................

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 Ele estava no princípio com Deus.

3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

4 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens.

.........................

16 Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele.

17 E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele.

 

 

 

 

 

 

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SUBSÍDIO I

I – INTRODUÇÃO

Jo 17:5, 24, Hb 13:8 – Para o Verbo de Deus, Jesus Cristo, não há limitação de tempo. Ele existe desde a eternidade; Ele é passado, presente e futuro; Ele é o mesmo eternamente. Por não ter princípio nem fim de dias, Jesus, que é Deus, será para sempre o ETERNO EU SOU.

II – TRÊS SENTIDOS DA PALAVRA “ETERNIDADE”

Na Bíblia, a palavra “ETERNIDADE” é usada em três sentidos diferentes, como mostramos a seguir:

(A) SENTIDO FIGURADO – Denota antiguidade ou duração muito prolongada – Gn 49:26; Dt 33:15; Sl 76:4; Hc 3:6;

(B) SENTIDO LIMITADO – Denota a existência de algo que teve princípio, mas não terá fim, como a dos anjos, das almas dos homens e do castigo dos ímpios (Gn 2:7; Ne 9:6; Jó 38:4, 7; Cl 1:16; Dn 12:2; 18:8; 25:41; Mc 3:29);

(C) SENTIDO LITERAL – Denota uma existência que não tem começo e nem fim, como a de Deus. O tempo tem passado, presente e futuro, mas não é assim com Deus, diante do qual o passado e o futuro se transformam no eterno presente, o agora (Gn 21:33; Dt 33:27; Sl 9:7; 90:2; 92:8; Is 40:28).

III – JESUS CRISTO, DEUS-FILHO

Das três Pessoas da Trindade, a única revelada corporalmente aos homens, foi a segunda, o Senhor Jesus Cristo. A encarnação, porém, não altera em nada os méritos da Sua Divindade.

1) JESUS CRISTO É DEUS (Jo 1:1; Fp 2:6; Hb 1:3; Cl 1:5; I Jo 5:20)

2) Muitas afirmações feitas a respeito do Senhor no Antigo Testamento, são interpretadas no Novo Testamento, referindo-se profeticamente a Jesus Cristo. Por exemplo, comparemos as seguintes referências bíblicas:

 

Is 40:3-4 com Lc 1:68-69,79

Ex 3:14 com Jo 8:56-58

Jr 17:10 com Apc 2:26

Is 60:19 com Lc 2:32

Is 6:10 com Jo 12:37-41

Is 8:12-13 com I Pe 3:14-15

Nm 21:6-7 com I Cor 10:9

Sl 23:1 com Jo 10:11

Ez 34:11-12 com Lc 19:10

Dt 6:16 com Mt 4:10

IV – ALGUNS ATRIBUTOS DA DIVINDADE NA PESSOA DE JESUS

Atributos inerentes a Deus-Pai relacionam-se harmoniosamente com Cristo, provando a Sua divindade. Por isso, a Bíblia O apresenta como sendo:

1) O PRIMEIRO E O ÚLTIMO (Is 41:4; Apc 1:17)

2) DEUS (Jo 1:1; Rm 9:5; Hb 1:8-9 comparar Sl 45:6-7; I Jo 5:20)

3) FILHO DE DEUS (Mt 16:16-17)

4) CRIADOR (Jo 1:3)

5) ETERNO (I Tm 1:17)

6) JUIZ DOS VIVOS E DOS MORTOS (II Tm 4:1)

V – CONSIDERAÇÕES FINAIS

Jesus é o Deus eterno. Ele é de eternidade a eternidade (Sl 90:1-2; 102:12; Is 57:12). Nunca houve, nem haverá um tempo, nem no passado nem no futuro, em que Deus não existisse ou que não existirá. Ele não está limitado pelo tempo humano (Sl 90:4; II Pe 3:8), e é, portanto, descrito como EU SOU (Ex 3:14; Jo 8:58).

FONTES DE CONSULTA:

Lições Bíblicas CPAD – 4º Trimestre de 1987 – Comentarista: Raimundo de Oliveira

Lições Bíblicas - Edições CPAD - 2º Trimestre de 1990 - Comentarista: Geziel Nunes Gomes

Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD

 

Fonte: Escola Bíblica Dominical para Todos

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SUBSÍDIO II

 

Objetivo: Mostrar que a sustentação da fé cristã repousa não só no fato de que Cristo está vivo, mas de que Ele é eterno.

 

INTRODUÇÃO

 

Os opositores de João negavam veementemente a divindade de Jesus. Para respondê-los e esclarecer a igreja, o Apóstolo revela que Cristo é o Verbo Eterno de Deus que se fez Carne e habitou entre os homens. Na lição de hoje, estudaremos a respeito do significado da expressão “Filho de Deus” nos escritos joaninos. Em Seguida, meditaremos a respeito do testemunho apostólico da encarnação do Verbo. E por fim, refletiremos sobre a eternidade de Cristo, o Verbo de Deus.

 

1. A EXPRESSÃO “O FILHO DE DEUS” NOS ESCRITOS JOANINOS

 

A expressão “Filho de Deus” é comumente usada não apenas no Evangelho de João para se referir a Cristo (Mt. 4.3; 16.16; Mc. 3.11; Lc. 1.35; 15.11; At. 8.37; Rm. 1.4; II Co. 1.19; Gl. 2.20; Ef. 4.13; Hb. 4.14). Nos escritos de João, essa expressão também acontece com certa freqüência (Jo. 10.36; I Jo. 1.18; 5.22; Ap. 2.18). Em algumas passagens do Novo Testamento, cristo é mostrado tão somente como o Filho (Mt. 11.27; Mc. 1.1; Jô. 1.18; 5.22; I Co. 15.28; Hb. 1.8; I Jô. 2.22). Em Jo. 3.16 Cristo é destacado por João como o Filho Unigênito. Em Lc. 1.32 Ele é descrito como o Filho do Altíssimo. O próprio Deus se refere a Cristo como “meu Filho amado” em várias situações (Mt. 3.17; Mc. 1.11; 9.7; Lc. 3.22; II Pe. 1.17; At. 13.33). Especificamente Nos escritos de João, a filiação divina tem como propósito mostrar a glória do Pai (Jo. 1.14) e tornar o Pai conhecido dos homens (Jo. 1.18). Conforme dito anteriormente, a essência singular da filiação de Cristo é destacado mediante o uso da expressão grega monogenés, isto é, unigênito. Com essa declaração João destaca que Cristo é o verdadeiro Deus (Jo. 20.31), e, desde a Eternidade, Cristo estava frente a frente com o Pai (Jo. 1.1). Nas Epístolas, João relaciona a filiação divina ao caráter messiânico de Jesus, para a revelação da vida eterna (I Jo. 5.20).

 

2. O TESTEMUNHO DA ENCARNAÇÃO DO VERBO

 

João testifica, na abertura da I Epístola, a respeito do “que sempre – desde o princípio – foi verdade quanto à Palavra da vida”, se referindo aquilo que já havia sido anunciado no Evangelho. O autor mostra, nesse trecho, a historicidade do Verbo Eterno. Ele entrou no tempo e foi manifestado aos homens. O Verbo se fez carne e se apresentou de modo que se tornou possível ouvi-lo, vê-lo e toca-lo. Assim, o Apóstolo pode testemunhar a respeito dessa revelação já que ouviu, viu e tocou, ressaltando assim suas credenciais. O propósito desse testemunho é que haja comunhão, incluindo a reconciliação com Deus em Cristo, pois nisso repousa a vida eterna. A revelação testemunhada por João visa trazer alegria, a felicidade completa que o evangelho de Cristo nos oferece. A alegria do Evangelho de Cristo é um tema comum nos escritos joaninos (Jô. 3.29; 15.11; 17.13; II Jô. 12). Essa declaração ecoa com o Sl. 16.1 “Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra delícias perpetuamente”. O evangelho de Jesus é uma notícia alegre, pois nunca homem algum falou como Ele (Jô. 7.46). Aqueles que O ouviram foram privilegiados, foram, nas palavras do Senhor, bem-aventurados (Mt. 13.16,17; Lc. 10.23,24), mas os que crêem sem O ver também o são (Jo. 20.29), contanto que recebam a mensagem que Jesus ordenou que Suas testemunhas levassem adiante (Mt. 28.19-21; Mc. 16.15; At. 1.8).

 

3. A ETERNIDADE DO VERBO DE DEUS

 

O termo “verbo”, em Jo. 1.1, é às vezes traduzido por “palavra” em grego é “logos”. Há, na verdade, uma dificuldade para verter esse termo para uma outra língua. Alguns especialistas defendem que a expressão seria mais bem traduzida como “palavra em ação”. Isso porque o fundamento desse termo não seria a filosofia grega, mas o pensamento hebraico, que trata a respeito da palavra de Deus agindo sobre o mundo (Gn. 1; Sl. 33.6; Is. 7.3; 38.4; Sl. 104.20). O Verbo de Deus é Cristo cujas ações e palavras manifestam a revelação de Deus (Hb. 1.2) o que encontra eco nas palavras de Paulo em Cl. 1.16 afirmando que nEle – em Cristo – todas as coisas foram criadas e tudo subsiste. O Verbo é eterno, haja vista que Ele mesmo se apresenta como o Amém, o princípio da criação de Deus (Ap. 3.14). Em Jo. 1.15, João Batista declara a eternidade do Verbo ao reconhecer que Esse já existia antes dele. O profeta Isaias apresenta Cristo como o Deus Conosco e um dos seus atributos é o de ser Pai da Eternidade (Is. 9.6). Ao revelar-se como Filho de Deus e dizer que antes que Abraão existisse Ele já existia, Jesus incomodou os religiosos da Sua época, que quiseram apedrejá-lo por identificarem em suas declaração, uma identificação com a Deidade e um atributo da Sua existência eterna (Jo. 8.58).

 

CONCLUSÃO

 

Jesus é o Filho Eterno de Deus, não por criação – como os anjos, ou por adoção – como os crentes. Ele é, eternamente, o Filho de Deus, o unigênito do Pai. Quando se fez carne, Ele entrou na história da humanidade e revelou a glória de Deus. Por isso, podemos conhecer melhor o Pai, não apenas intelectivamente, mas afetivamente. Podemos ter um relacionamento mais íntimo com Ele porque Cristo, a Palavra Eterna, revelou um amor que até então era desconhecido. Por isso, como Tomé, podemos nos prostrar aos seus pés e declarar reverentemente “Senhor meu, e Deus meu!” (Jo. 20.28) e também declarar Aba (Rm. 8.15; Gl. 4.6), certos de que seremos ouvidos pelo Pai Nosso que está no Ceu (Mt. 6.9).

 

BIBLIOGRAFIA

BOICE, J. M. As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

STOTT, J. R. W. I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

 

 

Fonte: Subsídio EBD

 

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