Lição 1

A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO

Texto Áureo

"Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça"

2Timóteo 3.16

Verdade Prática

Esta carta, divinamente inspirada, é aplicável a todo leitor que deseja ter a sua vida no centro da vontade de Deus.

 

RESUMO

INTRODUÇÃO

I- ENTENDENDO A CARTA DE JOÃO, O APÓSTOLO

II- CONHECENDO O AUTOR DA CARTA

III- O PROPÓSITO DA CARTA DE JOÃO

CONCLUSÃO

 

 

 

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

1 João 1.1-4

1 O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida

2 (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada);

3 O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo.

4 Estas coisas vos escrevemos, para que o vosso gozo se cumpra.

 

^ Volta ao topo

SUBSÍDIO I

A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO

I – INTRODUÇÃO

I Jo 2:12-14 - A Primeira Carta de João foi escrita pelo já encanecido apóstolo, no ano 90 depois de Cristo, provavelmente em Éfeso. Ao contrário dos outros apóstolos, ele não dirige sua epístola a nenhuma Igreja ou pessoa em particular. Escreve para todos os cristãos, velhos e moços. Ele os chama pelo terno nome de “teknia”, que quer dizer “FILHINHOS”, “CRIANCINHAS”. Nesta Carta, Deus trata com Seus filhos nascidos de novo.

II - JOÃO, O DISCÍPULO DO AMOR

Era filho de Zebedeu e Salomé, vindo, ao que parece, de uma família abastada, pois tinha empregados e sua mãe também serviu a Jesus(Mc 1:19-20; 15:40-41).

Inicialmente, João era conhecido como um dos “filhos do trovão” – Mc 3:17, que em diversas ocasiões agira com intolerância, caráter vingativo e espírito de intrigas (Mt 20:20-21; Mc 9:38; 10:35; Lc 9:49, 54).

Mesmo assim, João foi o discípulo a quem Jesus amava e foi o poder de Cristo que transformou este Galileu típico em “O APÓSTOLO DO AMOR”.

Ficou junto a Jesus na cruz do Calvário – Jo 19:25-27.

Contemplou o túmulo vazio na manhã da ressurreição – Jo 20:1-8.

Em Patmos foi arrebatado pelo Espírito e viu uma porta aberta para o céu – Apc 1:9-10; 4:1-2.

I Jo 1:1-4, 7; 2:13-14; 5:13 - João apresenta-nos o testemunho desses fatos, não havendo possibilidade de dúvidas quanto a eles. Ele dá-nos a prova daquilo que conhece. Ele tinha ouvido, visto e apalpado com as mãos a Palavra da vida. Ele deseja levar os leitores a essa íntima comunhão com o Pai e com Seu Filho, para que a alegria deles seja completa.

III - O GNOSTICISMO

Gnosticismo (do Gr. Gnostikós = conhecimento) – Escola teológica que floresceu nos primórdios do Cristianismo. Contrariando as pregações dos apóstolos, seus adeptos diziam-se os únicos a possuírem um conhecimento perfeito de Deus. Seu arcabouço doutrinário considerava a matéria irremediavelmente má. Por isso, diziam que a humanidade de Cristo era apenas aparente. Os gnósticos foram muito combatidos pelo apóstolo João que, em suas epístolas, fazia questão de mostrar ser o Senhor Jesus verdadeiro homem e verdadeiro Deus.

O Gnosticismo defendia, particularmente, que :

1) O conhecimento é superior à virtude;

2) O verdadeiro significado das Escrituras está no sentido não literal e que só podem ser compreendidas por alguns poucos seletos;

3) O mal no mundo impossibilita que Deus seja o criador;

4) A encarnação é coisa incrível porque a divindade não pode se ligar a nada que seja material – tal como o corpo; e

5) Que não existe a ressurreição da carne.

Esta doutrina resultou no Docetismo, ascetismo e antinominianismo.

O Docetismo extremo defendia que Jesus não era humano sob qualquer aspecto, mas uma teofania meramente estendida, enquanto o Docetismo moderado considerava Jesus o filho natural de José e Maria, sobre o qual Cristo veio no momento do batismo. Ambas as formas da heresia foram atacadas por João na Primeira Epístola (I Jo 2:22; 4:2-3; 5:5-6).

Alguns gnósticos praticavam o ascetismo porque criam que toda a matéria era má. O ascetismo é largamente praticada por monges de todas as ordens religiosas. Constitui numa série de exercícios que tem como objetivo levar o homem à realização plena da virtude e à mortificação de certos desejos da carne. O ascetismo não preenche os requisitos bíblicos de uma vida verdadeiramente santificada (I Ts 5:23).

O antinominianismo, ou a anarquia religiosa, era a conduta dos outros, uma vez que consideravam o conhecimento superior à virtude (I Jo 1:8; 4:20).

IV - OBJETIVOS DA PRIMEIRA CARTA DE JOÃO

Três vezes, na primeira epístola, João indicou o seu propósito em escrevê-la:

1. Para tornar o seu gozo completo (I Jo 1:4);

2. Para advertir seus leitores para não caírem no pecado (I Jo 2:1); e

3. Para dar aos fiéis, dentre os seus leitores, a certeza de que possuíam a vida eterna (I Jo 5:13).

Porém, é necessário ir além destas expressões de objetivo, a fim de estabelecer mais compreensivamente os vários objetivos, além dos declarados em mente, ao enviar esta carta para as Igrejas. Tais objetivos podem ser declarados como se segue:

 

1. Advertir contra falsos mestres, cujas idéias distorcidas, a respeito de Jesus, o Cristo, ameaçavam romper a comunhão – I Jo 2:18-25; 4:1-3.

2. Pelo simples gozo de partilhar a maravilhosa experiência que tivera de associação pessoal com Jesus – I Jo 1:4.

3. Estabelecer alguns importantes testes de discipulado e, desta forma, propiciar critérios pelos quais os seus leitores pudessem orientar a certeza de salvação e a posse da vida eterna. Os testes são estes:

(A) Andar na luz, que é a mesma coisa que obedecer aos mandamentos de Cristo (I Jo 1:7; 2:3-6);

(B) Guardar o superimportante mandamento de amar os irmãos (I Jo 2:9-11; 3:10, 15-16; 4:7, 20; 5:1-2);

(C) Ter fé em Jesus Cristo como o Filho de Deus (I Jo 2:23; 4:15; 5:1, 5, 10, 12-13);

(D) Viver uma vida de vitória sobre o pecado (I Jo 3:4-10; 5:18);

(E) Reconhecer a presença do Espírito de Deus na vida (I Jo 3:24; 4:13).

4. Deixar como um legado à posteridade a sua interpretação do amor que ele havia experimentado na vida e ensino de Jesus (I Jo 4:8, 16).

V - VISÃO PANORÂMICA DA PRIMEIRA CARTA DE JOÃO

Alguns dos falsos mestres negavam a humanidade de Jesus – eles se recusavam a crer que Cristo havia vindo em carne.

Por outro lado, havia os que negavam a divindade de Cristo – eles declaravam que o homem Jesus não era o Cristo, o Filho de Deus.

Esses falsos mestres, a quem João procurava atacar com veemência, eram os precursores dos gnósticos consumados do segundo século. Por isso, a fé e a conduta estão fortemente entrelaçados nesta carta.

Os falsos mestres, aos quais João chama de “anticristos”, apartaram-se do ensino apostólico sobre Cristo e a vida de retidão.

De modo semelhante a II Pedro e a Judas, a Primeira Carta de João refuta a conduta e condena com veemência os falsos mestres com suas crenças e condutas destruidoras (I Jo 2:18-26; 4:1-5).

Do ponto de vista positivo, esta Primeira Carta de João expõe as características da verdadeira comunhão com Deus e revela cinco evidências específicas pelas quais o crente poderá saber, com confiança e certeza, quem tem a vida eterna.

 

1. A evidência da verdade apostólica a respeito de Cristo (I Jo 1:1-3; 2:21-23; 4:2-3, 15, 10, 20);

2. A evidência de uma fé obediente que guarda os mandamentos de Cristo (I Jo 2:3-11; 5:3-4);

3. A evidência de um viver santo, isto é, afastar-se do pecado para comunhão com Deus (I Jo 1:6-9; 2:3-6, 15-17, 29; 3:1-10; 5:2-3);

4. A evidência do amor a Deus e aos irmãos na fé (I Jo 2:9-11; 3:10-11, 14, 16-18; 4:7-12, 18-21); e

5. A evidência do testemunho do Espírito Santo no crente (I Jo 2:20, 27; 4:13).

Por fim, João afirma que a pessoa pode saber com certeza que tem a vida eterna, quando estas cinco evidências são manifestas na sua vida (I Jo 5:13).

VI – ESBOÇO DA PRIMEIRA CARTA DE JOÃO

CAPÍTULO 1

O apóstolo dedica sua epístola aos crentes em geral, com evidente testemunho de Cristo para promover a felicidade e o gozo deles – I Jo 1:1-4;

Demonstra que a vida de santidade é necessária para se ter comunhão com Deus – I Jo 1:5-10.

CAPÍTULO 2

O apóstolo se dirige à expiação de Cristo como ajuda contra as fraquezas pecaminosas – I Jo 2:1-2;

Os efeitos do conhecimento salvador para produzir obediência e amor para com os irmãos – I Jo 2:3-11;

Os cristãos são tratados como filhinhos ou criancinhas, jovens e pais – I Jo 2:12-14;

Todos são advertidos contra o amor a este mundo e contra o engano – I Jo 2:15-23;

Exortação a permanecer firmes na fé e na santidade – I Jo 2:24-29.

CAPÍTULO 3

O apóstolo admira o amor de Deus ao tornar os crentes Seus filhos – I Jo 3:1-2;

A influência purificadora da esperança de ver a Cristo – o perigo de ter esta pretensão, vivendo em pecado – I Jo 3:3-10;

O amor aos irmãos é o caráter é o caráter do verdadeiro cristão – I Jo 3:16-21;

Esse amor é demonstrado por seus atos – I Jo 3:22-24;

O benefício da fé, do amor e da obediência – I Jo 3:22-24.

CAPÍTULO 4

Os crentes são advertidos contra dar atenção a qualquer um que tenha a pretensão fingida de ter o Espírito – I Jo 4:1-6;

O amor fraternal está em vigor – I Jo 4:7-21.

CAPÍTULO 5

O amor fraternal é o efeito do novo nascimento que torna grato obedecer a todos os mandamentos de Deus – I Jo 5:1-5;

Referências às testemunhas que concordam em provar que Jesus, o Filho de Deus, é o verdadeiro Messias – I Jo 5:6-8;

A satisfação que o crente tem por Cristo e pela vida eterna por meio dEle – I Jo 5:9-12;

A certeza de que Deus ouve e responde as orações – I Jo 5:12-17;

A feliz condição dos verdadeiros crentes e a ordenança de renunciar à idolatria – I Jo 5:18-21

Fontes de consulta:

Comentário Bíblico Moody – vol. 5 – Charles F. Pfeiffer e Everett F. Harrison – Imprensa Batista Regular

Comentário Bíblico Broadman - JUERP

Dicionário Teológico – CPAD – Claudionor Corrêa de Andrade

Estudo Panorâmico da Bíblia – Editora Vida – Henriquetta C. Mears

Comentário Bíblico de Matthew Henry - CPAD

Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

 

Fonte: Escola Bíblica Dominical para Todos

^ Volta ao topo

SUBSÍDIO II

 

A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO

 

Objetivo: Mostrar que essa carta, divinamente inspirada, é aplicável a todo leitor que deseja ter sua vida no centro da vontade de Deus.

 

INTRODUÇÃO

 

Ao longo deste trimestre estudaremos a I Carta de João. Essa é uma das cartas mais significativas do Novo Testamento. Caracteriza-se por uma estrutura bastante distinta em relação as demais. O conteúdo é contundente na argumentação contra os falsos mestres. Seu estilo e teologia se coadunam com o Evangelho do mesmo autor. Nas aulas dos próximos três meses teremos as seguintes lições:

 

1) a Primeira Carta de João;

2) Jesus, o Filho Eterno de Deus;

3) Jesus, a Luz do Crente;

4) Jesus, o Redentor e Perdoador;

5) A força do amor cristão;

6) o sistema de viver do mundo;

7) a chegada do Anticristo;

8) A nossa Eterna salvação;

9) O crente e as bênçãos da salvação;

10) os falsos profetas;

11) o amor a Deus e ao próximo;

12) O testemunho interior do crente; e

13) A segurança em Cristo.

 

Na lição de hoje, trataremos a respeito da autoria dessa carta, do seu propósito e apresentaremos uma visão panorâmica de sua divisão.

 

1. A AUTORIA DA CARTA

 

O autor de I João não se identifica na Carta. Ao que tudo indica seus “filhinhos” os reconheceria sem problemas. Uma pista nos é dada em II e III João nas quais o autor se apresenta como o “ancião”. Mesmo o evangelho, do mesmo autor de I João, diz ser “o discípulo a quem Jesus amava” (Jo. 21.20; 13.23). Com base nessas passagens do evangelho e a semelhanças contundentes, atribui-se a autoria da Carta a João, o discípulo, filho de Zebedeu (Mt. 4.21), que a teria escrito entre os anos 85 a 95 d. C. Existem evidências externas da pena de Irineu e do Cânon Muratoriano que atribuem e assumem que I João e o evangelho são do mesmo autor. O João, apóstolo de Cristo e autor dessa epístola, era, como seu pai, pescador de Betsaida, na Galiléia, e trabalhava no lago de Genezaré (Mt. 4.18,19). Sua família parece ter vivido em condições favoráveis, já que seu pai tinha empregados (Mc. 1.20), a sua mãe era uma das mulheres piedosas que seguiam a Jesus e que desde a Galiléia servia ao Senhor com seus bens (Mt. 27.26). João, inicialmente, seguia João Batista, e depois, com seu irmão André, passou a seguir a Cristo (Jo. 1.35-40). A chamada de João e de seus irmãos está registrada em Mt. 4.21,22 e em Mc. 1.19,20. Tratava-se de um dos doze apóstolos (Mt. 10.2). Jesus deu a ele e ao seu irmão o nome de Boanerges (Mc. 3.17), talvez por causa do seu temperamento impulsivo (Mc. 9.38,39; Lc. 9.51-56) e pelas ambições pessoais (Mc. 10.35-40). Ao final, ele foi modificado pelo amor de Jesus e passou a ser denominado de “o discípulo a quem Jesus amava” (Jo. 21.20). Como os demais discípulos, João se distanciou do Mestre após a prisão, mas depois o seguiu até o palácio do sumo sacerdote (Jo. 18.15) e estava presente no Calvário (Jo. 19.26,27). Em companhia de Pedro visitou o túmulo vazio de Jesus (Jô. 202-8) e reconheceu o Senhor na pesca milagrosa (Jo. 21.7). Para a tradição eclesiástica, João teria ficado em Jerusalém até a morte de Maria, a mãe de Jesus, que teria acontecido por volta do ano 48 d. C. e que depois de ter deixado Paulo na Ásia Menor, passou a residir em Éfeso e criado diversas igrejas naquela região. Durante a perseguição de Domiciano, foi desterrado para a ilha de Patmos, no mar Egeu, onde teria escrito o Apocalipse. Anos depois teria sido libertado e retornado a Éfeso onde permaneceu até sua morte, que teria ocorrido por volta do ano 100 d. C. De acordo com Jerônimo, João pela sua idade avançada, não mais podia pregar, por isso, pedia que o levassem ao templo e então contentava-se em exortar a igreja dizendo “Filhinhos, amai-vos uns aos outros”.

 

2. O PROPÓSITO DA CARTA

 

O propósito da Carta é apresentado por João no capítulo 5 e versículo 13. Ele procurar reforçar e consolidar o Evangelho, assegurando aos crentes que eles têm vida eterna. A Carta é também uma apologia contra as falsas doutrinas que estavam adentrando a igreja. Os Gnósticos, um ensinamento esotérico dos tempos primitivos da igreja, questionavam a encarnação do Verbo. Eles negavam também que Jesus fosse o Filho de Deus. A esses João denomina de enganadores e anticristos (2.22; 4.15; 5.1). Eles também negavam a humanidade de Cristo, opondo-se, assim, à comunicação de Deus com os homens através do Logos que se fez carne. João combate com veemência essas falsas doutrinas ao longo de sua epístola universal (4.3), declara, logo no início, que ele pôde tocar o corpo de Jesus (1.1). Como se isso não fosse o bastante, defendiam ainda a liberdade para pecar, argumentando que o pecado não atingiria a alma, apenas o corpo. O Apóstolo refuta esse ensinamento imoral ao declarar que todo pecado é iniqüidade (3.4) e que é na comunhão com Deus que o cristão é purificado, sendo reconhecido como filho de Deus (2.5; 3.8-10; 4.13; 5.11). A Epístola destaca a natureza da comunhão com Deus (1.3), pois Ele é luz (1.5), portanto, o homem deve ser purificado e remido (1.7; 2.2) e também santo (2.3-7). Como Deus é amor, devemos também amar-nos uns aos outros (2.10). Como Deus é justo, os Seus filhos também devem ser (2.29-3.3) Cristo veio para tirar o pecado do mundo e nEle não há pecado, portanto, devemos ser santos (3.4-10). O amor sacrificial dEle deve ser o modelo do amor cristão em relação ao próximo (3.11-18). O amor é parte essencial da natureza de Deus (4.7,8).

 

3. PANORAMA GERAL DA CARTA

 

A Carta de I João é uma das mais difíceis de esboçar do Novo Testamento. Alguns estudiosos argumentam, com bastante sentido, que João, nessa Epístola, não tem qualquer intenção de seguir um planejamento lógico. Mesmo assim, tentaremos, nas próximas linhas, traçar um panorama geral da Carta:

 

1) A base da vida cristã (1.1-5);

2) O significado do andar na luz (1.5-2.2);

3) Resultados da comunhão com o Pai (2.3-3.28): obediência (2.3-5), semelhança com Cristo (2.6), amor (2.7-11), separação (2.12-17), ortodoxia (2.18-28);

4) Justiça sinal de filiação (2.39-3.24): a realidade da filiação (2.29-3.3), a possibilidade da pureza (3.4-10), a essência da justiça (3.11-18), os resultados da justiça (3.19-24);

5) A necessidade da prática da discriminação e do discernimento espiritual (4.1-6);

6) o amor, prova da filiação (4.7-21): origem (4.7,8), significado (4.9,10), inspiração (4.11-16), atividade (4.17-21);

7) grandes certezas do crente (5.1-20): a vitória sobre o mundo (5.1-4), o caráter final de Jesus Cristo (5.5-12), a realidade da salvação (5.13), da oração respondida (5.18-20);

8) Admoestação contra a idolatria (5.21).

 

CONCLUSÃO

 

Essa Primeira Carta de João foi escrita para uma comunidade cristã que enfrentava a ameaça Gnóstica do Século I da Era Cristã. Ao tratar a respeito desse tema, o Apóstolo defende o valor da vida coerente, e principalmente, em comunhão com Deus e em amor entre os irmãos. O propósito central da Carta pode ser resumido no seguinte versículo: “Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus” (I Jo. 5.13).

 

BIBLIOGRAFIA

BOILE, J. M. As epistolas de João. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

STOTT, J. R. W. I, II e III João: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.

 

 

Fonte: Subsídio EBD

 

^ Volta ao topo

Os artigos e estudos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus autores.

     
 
Retorne a página anterior   Indique estes Subsídios
     

Copyright © Escola Teológica

Todos os direitos reservados