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Ensino a Distância

Nos últimos dez anos assistimos a uma dramática e intensa internacionalização da economia, da comunidade e de informações que atividades. Inovações constantes têm ocasionado repercussões definitivas no progresso científico e tecnológico, sem contudo dar conta da problemática da sociedade, cada vez mais desigual. Uma das questões presentes nas discussões é o novo tipo de associação entre ensino, educação e aprendizagem: emerge daí uma dubiedade de conceitos entre formar e informar, treinar, educar, ensinar e aprender, fato este que amplia a responsabilidade dos docentes nas instituições educativas em seus diferentes níveis (DEMO 1998). Freqüentemente Ensino a Distância e Educação a Distância são utilizados como sinônimos, no contexto do processo de aprendizagem.

 

Gerações do Ensino a Distância

 

Ao contrário do que à priori podemos supor, o Ensino a Distância (EAD) não é uma inovação dos nossos dias nem tão pouco se refere exclusivamente ao uso das novas tecnologias de informação e comunicação como mediadores do processo de aprendizagem. O Ensino a Distância está presente na história da humanidade há pelo menos 150 anos. Trata-se de uma modalidade de Ensino, oposta ao modelo tradicional. Nesta modalidade, a relação pedagógica entre professor/aluno, aluno/professor, aluno/aluno é mediada pelo uso de uma determinada ferramenta tecnológica o que implica que os seus autores não se encontram presentes face-a-face, no mesmo espaço físico.

 

Nas palavras de Castells (2005. pp 6) "a tecnologia não determina a sociedade: incorpora-a" e "nem a sociedade determina a tecnologia: usa-a". Na tipologia de Garrisson, citado na obra de Keegan em estudo, podemos distinguir três gerações de Ensino a Distância, cada uma delas, fruto dos avanços tecnológicos característicos de cada época:

•1ª Geração (1850-1960)

•2ª Geração (1960-1985)

•3ª Geração (1985-...)

 

 

 

Novas Gerações

 

O ensino via Internet, que acontece em meados dos anos 90, diferencia-se das gerações anteriores pelos recursos tecnológicos e por sugerir um modelo de aprendizagem mais flexível, permitindo maior interação entre os agentes envolvidos (professor, tutor, aluno, monitor, etc.). Possibilita o feedback e abre espaço para o aluno gerir a sua própria aprendizagem de acordo com sua disponibilidade de tempo e lugar.

 

Assim, passados pouco mais de dez anos, Taylor (2001) inclui, duas novas gerações, como um desdobramento da terceira, em função do rápido desenvolvimento das tecnologias da informação e do seu uso em novos modelos de aprendizagem. Assim, a quarta geração, o modelo flexível de aprendizagem baseia-se em atividades educativas on-line, via Internet, transmissões em banda larga, interação por vídeo e ao vivo, videoconferência, fax, papel impresso... Presentemente falamos numa quinta geração, como sendo a reunião de tudo o que a quarta geração oferece mais a comunicação via computadores com sistema de respostas automáticas, além de acesso via portal a processos institucionais. Enquanto a quarta geração é determinada pela aprendizagem flexível, a quinta é determinada pela aprendizagem flexível inteligente que decorre nas salas de aula virtuais. Estas têm como elemento privilegiado a comunicação escrita, independente do espaço e do tempo tendo múltiplos emissores e receptores. É o grupo/classe que possibilita uma aprendizagem contextualizada, colaborativa, inconcebível noutras gerações de ensino a distância (Morgado, L. 2005).

 

O que é Educação à Distância (EAD)?

 

De acordo com a legislação educacional brasileira, "educação a distância é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação."(definição que consta no Decreto n.º 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, que regulamenta o art. 80 da LDB lei n.º 9.394/96.).

 

1.1 A evolução na educação à distância no Brasil, sua legislação segundo o que rege a LDB. As tecnologias telemáticas que permitem uma rápida comunicação entre professores e alunos.

 

Justificativa: A educação à distância, surge na Alemanha em 1890. A seguir, inúmeros países adotam o ensino a distância como uma opção a mais para ministrar cursos em nível médio, técnico, universitário e, de pós-graduação. A Inglaterra, foi o primeiro país a instituir a "Universidade Aberta",verdadeiro marco de vanguarda no ensino superior a distância.

 

O Ensino a Distância é Educação. A grande diferença entre este modelo de educação e o modelo tradicional é que uma grande parte da comunicação entre professor e aluno (senão toda a comunicação) é mediada por uma determinada ferramenta tecnológica ou media. Apesar do EAD ser ainda alvo de algumas desconfianças (a escola tradicional foi naturalizada pela sociedade como se sempre tivesse existido) a qualidade deste tipo de ensino não depende necessariamente de ter presentes no mesmo espaço físico os seus principais atores.

 

O EAD pressupõe um sistema de transmissão e estratégias adequadas às diferentes tecnologias utilizadas. Exige desta forma, planejamento, técnicas, métodos e estratégias especiais tendo em conta o meio de comunicação/media utilizado.

 

Atualmente nesta modalidade de ensino, e especificamente referindo-nos ao e-learning, o aluno não é um mero receptor de informação pois são criadas conexões de diálogo quer entre os professores, quer entre os seus colegas, através da participação em chats ou fóruns de discussão, instruindo-se construtivamente e criticamente. As metodologias adotadas vão no sentido da criação de verdadeiras comunidades virtuais de e-learning onde o conhecimento se vai construindo progressivamente e colaborativamente dentro de uma plataforma de e-learning (Moodle, Blackboard, Formare, Sakai, Caroline, etc...). A necessidade de os sujeitos se envolverem numa aprendizagem colaborativa leva também à necessidade da criação de espaços de interação mais informais como sejam, por exemplo, o Café, onde se vão construindo laços de pertença a uma verdadeira comunidade. Desta forma, consideramos que mais do que um meio de comunicação bidirecional como aponta Keegan, o e-learning pressupõe hoje ferramentas que lhe permitem uma comunicação multidirecional.

 

O EAD implica uma grande autonomia e independência do aluno uma vez que ele tem de gerir o tempo e espaço que escolhe para estudar e para se dedicar às suas tarefas acadêmicas. Isto não supõe necessariamente a imagem de um aluno solitário, até porque a virtualidade ultrapassa as distâncias físicas e permite encontros efetivos.

 

Paradigmas do EAD

 

A história da Educação a Distância tem vindo a ser pautada por uma série paradigmas que se vão levantando à medida que a evolução tecnológica confere mais possibilidades a este modelo de ensino/aprendizagem. Assim, nos tempos da Revolução Industrial o principal objetivo era instruir o maior número de estudantes possível independentemente do tempo e do espaço (Keegan, pp.11). Desta forma, os meios que proporcionam o acesso eram o principal foco sob o qual eram projetados os cursos de ensino/aprendizagem, muitas vezes em detrimento da qualidade.

 

Atualmente, as novas tecnologias permitem uma interação cada vez maior entre alunos e professores, estimulando uma simulação da comunicação face-a-face. A qualidade (novo paradigma da EAD) não se limita à qualidade dos materiais pedagógicos disponibilizados, mas centra-se sobretudo na possibilidade de realizar um diálogo/discurso acadêmico produtivo, reflexivo e investigativo. O e-learning possibilita a criação de um grupo/classe no mesmo espaço virtual, ultrapassando a desintegração da sala de aula que caracterizava as gerações de EAD anteriores (Morgado, L. 2005).

 

Fontes:

- Mundo Vestibular

- Mediwiki

 

 

 

 
 
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